A importância da língua portuguesa está, finalmente, sendo reconhecida no ambiente profissional e acadêmico. Erros de ortografia e concordância e textos mal redigidos têm causado problemas de comunicação e o mercado passou a incluir o bom português nos critérios de seleção. Nesse blog serão postados artigos e informações relevantes para quem está pretendendo aprimorar seu português.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
PORTUGUÊS, SIM SENHOR!
Não se pode responsabilizar somente as escolas pelas dificuldades de universitários e profissionais de diferentes áreas em escrever bem. O raro hábito de leitura está ligado à curiosidade, ou melhor, à ausência dela.
Muitos adultos se acomodam e deixar de ler, até mesmo notícias, optando por assistir a jornais na TV ou ouvir as notícias no rádio. Esse hábito, possivelmente, faz com que o cérebro fique mais preguiçoso para a leitura. E a pouca prática de leitura, por sua vez, leva ao cometimento de uma quantidade de erros maior na hora de escrever.
Muitos dos problemas de redação dos brasileiros são facilmente identificado pelas provas de redação do Enem (cujos erros mais graves já motivaram centenas de encaminhamentos de e-mail com teor humorístico contendo algumas das “pérolas”). Ortografia, sintaxe, clareza, concordância e coesão talvez sejam as áreas do português que despertem maior número de dúvidas nos alunos e profissionais.
O aumento do uso de computadores nos escritórios e a valorização da comunicação virtual, certamente, fazem com que as habilidades de escrita e compreensão fiquem em destaque. Por esse motivo, o profissional com dificuldades nesses setores, muito provavelmente, terá menos oportunidades de crescer profissionalmente.
Se sua profissão não exige que você escreva, responda e-mails, ou redija relatórios, não pense que você está fora do grupo daqueles que precisam do português como ferramenta de trabalho. A necessidade de se comunicar oralmente também exige de você que conheça as regras básicas da boa expressão e do bom falar.
Por isso, busque se aperfeiçoar, faça cursos de atualização, treine sua escrita e leia, leia sempre! Opte por exercitar seu cérebro para que seu raciocínio seja rápido e sua aprendizagem em qualquer área será beneficiada!
Identifique o que atrapalha seu desempenho no amplo universo da língua portuguesa e corra atrás desse saber!
Até breve!
Gianna
Professora do curso de Português Empresarial
português é fácil!
sábado, 25 de agosto de 2012
DICA DE REGÊNCIA
Tive o ímpeto de corrigir uma colega que disse a seguinte frase: “É preciso de muita disciplina.” Por sorte, não precisei resistir à tentação porque minha colega perguntou: “Essa frase está certa?”. Então, cedendo ao hábito de professora de explicar aquilo que se sabe, pude dizer a ela que não, não estava. O desvio da norma culta, aquela, gramaticalmente correta, consistia no emprego inadequado da preposição 'de'. Quando construímos uma frase com 'É preciso', essa dupla de palavras funciona como predicado. Isso significa que o final do período é, obrigatoriamente, o sujeito. Assim, 'muita disciplina' é o nosso sujeito. E que a preposição está fazendo ali? Ela está sobrando mesmo! Possivelmente, minha colega pensou na regência do verbo 'precisar' que pede o uso da preposição 'de' (quem precisa, precisa de algo ou alguém). No entanto, a frase com 'é preciso' não exige nada além do sujeito. Portanto, a correta oração seria: É preciso muita disciplina.
Sempre com dicas de português e comentários sobre a língua, pretendemos ajudá-lo a preencher as lacunas do seu conhecimento sobre a norma padrão da língua e tirar definitivamente suas dúvidas, afinal, nem é tão difícil como você pensava, não é?
Bem, espero ter ajudado!
Até breve!
Gianna
Professora do curso de Português Empresarial português é fácil!
Sempre com dicas de português e comentários sobre a língua, pretendemos ajudá-lo a preencher as lacunas do seu conhecimento sobre a norma padrão da língua e tirar definitivamente suas dúvidas, afinal, nem é tão difícil como você pensava, não é?
Bem, espero ter ajudado!
Até breve!
Gianna
Professora do curso de Português Empresarial português é fácil!
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
A MAIORIA ERRA
Já sabemos o quanto a língua portuguesa pode beneficiar ou prejudicar um candidato a uma vaga de emprego. O domínio nas normas de concordância e regência facilmente são revelados em um breve diálogo com o entrevistado. E não pense que somente erros crassos são expostos na hora da entrevista. Dependendo do cargo, erros menores também podem contar pontos negativos para o profissional analisado. Repare no exemplo: “A maioria dos lugares que trabalhei exigiam jornada de oito horas por dia.” Você consegue identificar os problemas existentes? São dois. Vamos lá!
O primeiro trata-se de um desvio de regência. Tente completar a lacuna da frase a seguir: Quem trabalha, trabalha ____ algum lugar. Conseguiu? Sim? Bem, você deveria ter dito 'em' para preencher a lacuna. O uso dessa preposição é exigido pelo verbo 'trabalhar', portanto, é um caso de regência verbal. Logo, na frase que estamos analisando, essa preposição deveria aparecer antes do 'que'. E o segundo desvio? Trata-se de um erro muito corriqueiro. Passo a passo: quem é o sujeito desse verbo? Não sabe? Pergunte ao verbo! Ao identificar o sujeito dessa frase, verá que é 'A maioria dos lugares' e não somente 'os lugares'.
Então, o erro encontrado aqui é uma desvio de concordância, porque o sujeito está no singular (a maioria) e o verbo está no plural (exigiam) quando deveria concordar com o sujeito e ficar no singular: A maioria (…) exigia (…). Então a frase correta ficaria assim: “A maioria dos lugares em que trabalhei exigia jornada de oito horas por dia.”
Espero ter ajudado!
Até breve!
Gianna
Professora do curso de Português Empresarial - português é fácil!
O primeiro trata-se de um desvio de regência. Tente completar a lacuna da frase a seguir: Quem trabalha, trabalha ____ algum lugar. Conseguiu? Sim? Bem, você deveria ter dito 'em' para preencher a lacuna. O uso dessa preposição é exigido pelo verbo 'trabalhar', portanto, é um caso de regência verbal. Logo, na frase que estamos analisando, essa preposição deveria aparecer antes do 'que'. E o segundo desvio? Trata-se de um erro muito corriqueiro. Passo a passo: quem é o sujeito desse verbo? Não sabe? Pergunte ao verbo! Ao identificar o sujeito dessa frase, verá que é 'A maioria dos lugares' e não somente 'os lugares'.
Então, o erro encontrado aqui é uma desvio de concordância, porque o sujeito está no singular (a maioria) e o verbo está no plural (exigiam) quando deveria concordar com o sujeito e ficar no singular: A maioria (…) exigia (…). Então a frase correta ficaria assim: “A maioria dos lugares em que trabalhei exigia jornada de oito horas por dia.”
Espero ter ajudado!
Até breve!
Gianna
Professora do curso de Português Empresarial - português é fácil!
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Seja BEM-VINDO!
Olá, pessoal!
Em nossa sala de aula, trabalhamos para atender à demanda do mercado de trabalho. E uma ótima comunicação oral é o resultado esperado de uma formação consistente e de uma boa comunicação escrita. O nosso curso de Português Empresarial vem suprir as carências de uma sólida base em língua portuguesa, justamente para preparar funcionários para encarar quaisquer situações profissionais que exijam deles amplo conhecimento acerca das normas da nossa língua e certos padrões da comunicação formal. Para estreitar ainda mais esse elo entre professores e alunos, queremos promover aqui, em nosso espaço virtual, a valorização da língua portuguesa e do discurso abrindo caminho para comentários, opiniões e dúvidas! Diga-nos o que espera de um curso de português empresarial e quais das regras da nossa língua são para você um calo no sapato!
Até breve!
Gianna
Professora do curso de Português Empresarial - português é fácil!
Em nossa sala de aula, trabalhamos para atender à demanda do mercado de trabalho. E uma ótima comunicação oral é o resultado esperado de uma formação consistente e de uma boa comunicação escrita. O nosso curso de Português Empresarial vem suprir as carências de uma sólida base em língua portuguesa, justamente para preparar funcionários para encarar quaisquer situações profissionais que exijam deles amplo conhecimento acerca das normas da nossa língua e certos padrões da comunicação formal. Para estreitar ainda mais esse elo entre professores e alunos, queremos promover aqui, em nosso espaço virtual, a valorização da língua portuguesa e do discurso abrindo caminho para comentários, opiniões e dúvidas! Diga-nos o que espera de um curso de português empresarial e quais das regras da nossa língua são para você um calo no sapato!
Até breve!
Gianna
Professora do curso de Português Empresarial - português é fácil!
terça-feira, 14 de agosto de 2012
'Terror' da gramática, crase atormenta estudantes e ganha rock didático
Terror dos estudantes e candidatos de concursos, carma dos professores, a crase é capaz de causar dúvidas até entre aqueles que são craques nas regras da gramática. Simbolizada por um acento grave sobre letra 'a', a crase requer algumas regras importantes. Para não errar, vale usar truques que variam de uma simples decoreba até uma música com frases rimadas que ajuda a assimilar melhor tais dilemas. Pensando na complexidade do tema, a banda Sujeito Simples, de Curitiba (PR), que desde 2007 tenta difundir no Brasil o estilo musical chamado de rock educativo, lançou duas músicas sobre o uso da crase no segundo disco da carreira. Uma delas ganhou até videoclipe. Letra: “A crase é proibida na ligação de palavras repetidas. A crase é proibida diante de palavras masculinas. A crase é proibida diante de verbos. A crase é proibida diante dos pronomes relativos", diz a letra. Todas as músicas da banda têm relação com elementos da língua portuguesa, são composições próprias e não são paródias. O material é muito procurado por professores que utilizam o trabalho da banda para auxiliá-los em sala de aula. "Como o assunto é bem extenso, dividimos em duas músicas. Sabemos que a crase é um problema, gera muitas dúvidas, por isso é um assunto bem procurado", afirma a baixista da banda, Jéssica Steil, de 21 anos. |
Expressões idiomáticas da língua portuguesa
As expressões idiomáticas existem em todas as línguas e variam de país para país, região para região, cultura para cultura, entre outras variações de tempo e espaço. Veja nesse link da Wikipedia as expressões idiomáticas da língua portuguesa em alguns dos países que falam o idioma.
ERROS DE PORTUGUÊS PODEM CUSTAR UMA VAGA NO MERCADO
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Já em relação aos e-mails, os erros mais comuns, enumera Laurinda, são:
Erros mais comuns:
"Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: faz cinco anos / fazia dois séculos / fez 15 dias.
"Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: houve muitos acidentes / havia muitas pessoas / deve haver muitos casos iguais.
Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: entre mim e você / entre eles e ti.
"Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
"Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: por que (razão) você foi? / não sei por que (razão) ele faltou / explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).
Nunca "lhe" vi. O pronome lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: nunca o vi / não o convidei / a mulher o deixou / ela o ama.
Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
* Cristina Balerini é jornalista do Grupo Catho. Tel.:
(11) 3177-0700 , ramal 296.
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