Já sabemos o quanto a língua portuguesa pode beneficiar ou prejudicar um candidato a uma vaga de emprego. O domínio nas normas de concordância e regência facilmente são revelados em um breve diálogo com o entrevistado. E não pense que somente erros crassos são expostos na hora da entrevista. Dependendo do cargo, erros menores também podem contar pontos negativos para o profissional analisado. Repare no exemplo: “A maioria dos lugares que trabalhei exigiam jornada de oito horas por dia.” Você consegue identificar os problemas existentes? São dois. Vamos lá!
O primeiro trata-se de um desvio de regência. Tente completar a lacuna da frase a seguir: Quem trabalha, trabalha ____ algum lugar. Conseguiu? Sim? Bem, você deveria ter dito 'em' para preencher a lacuna. O uso dessa preposição é exigido pelo verbo 'trabalhar', portanto, é um caso de regência verbal. Logo, na frase que estamos analisando, essa preposição deveria aparecer antes do 'que'. E o segundo desvio? Trata-se de um erro muito corriqueiro. Passo a passo: quem é o sujeito desse verbo? Não sabe? Pergunte ao verbo! Ao identificar o sujeito dessa frase, verá que é 'A maioria dos lugares' e não somente 'os lugares'.
Então, o erro encontrado aqui é uma desvio de concordância, porque o sujeito está no singular (a maioria) e o verbo está no plural (exigiam) quando deveria concordar com o sujeito e ficar no singular: A maioria (…) exigia (…). Então a frase correta ficaria assim: “A maioria dos lugares em que trabalhei exigia jornada de oito horas por dia.”
Espero ter ajudado!
Até breve!
Gianna
Professora do curso de Português Empresarial - português é fácil!